Primeiro, não. Não é permitido acessar a internet da prisão; isso é feito por meio de celulares contrabandeados. Segundo, o Facebook não é o vilão da história com intenções de afastá-los da sociedade também através do bloqueio nas redes sociais.

Sabe aquela história de que por conta de um aluno que colou na prova, ela terá que ser refeita por todos os outros colegas de classe? O que acontece nesse caso é mais ou menos por esse caminho.

A Reuters reportou a notícia após um dos presos, condenado por molestar uma criança, ver a página de sua vítima no Facebook e MySpace e, em seguida, enviar à família alguns desenhos da menina, disseram autoridades.

A vítima tinha 10 anos de idade quando foi molestada e 17 quando foi contatada pelo preso, que usou a web para aprender como ela usava o cabelo e que roupas gostava.

Os funcionários do Facebook agora trabalham na identificação de outras contas que haviam sido acessadas por eles atrás das grades, informa o Departamento de Correções e Reabilitação da Califórnia.

Apesar dos esforços para reprimir os dispositivos na prisão, muitas vezes eles se conectam com telefones celulares contrabandeados. Funcionários do Departamento de Correções, que anunciaram formalmente a parceria com o Facebook, disseram ter recebido centenas de queixas de vítimas que foram contatadas por presos atrás das grades.

“Realmente, eles estão limitados pela imaginação, mas você tem altos membros de gangues ordenando crimes cometidos em seu nome”, disse a porta voz do Depto, Dana Toyama, à Reuters.

Políticas e regulamento

O Facebook permite que os presos usem o site se estiverem localizados em um estado que lhes permite acessar à Internet. Mas desde que a Califórnia proibiu os presos de usar a web, a empresa confirmou que trabalha com autoridades estaduais para removê-los do Facebook.

A política não se aplica a presos que criaram uma conta antes de serem condenados e não a utilizaram na prisão.

Políticas do Facebook proibem um outro indivíduo que não o usuário registrado a atualizar sua conta no Facebook, o que acontece ocasionalmente quando um preso pergunta a um amigo ou membro da família para acessar sua página.

“Vamos desativar contas relatadas como violadoras de leis ou regulamentos dos EUA, ou contas de detentos que são atualizadas por alguém do lado de fora”, informa a empresa.

A Califórnia tem visto o número de telefones celulares contrabandeados encontrados com os detentos saltar de 261 em 2006 para 10.760 ano passado.

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