Quem se habituou à expressão ‘Ração Humana’ pode esquecer o conceito inicialmente difundido.

Há dois anos o combinado de fibras, cereais e carboidratos conquistou o cardápio de alguns brasileiros com a proposta de suprir a ingestão de nutrientes de forma adequada ou até substituir refeições.

Neste último caso, a substituição pode gerar danos, como a anemia, devido à carência de nutrientes.

O alerta foi publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária a fim de esclarecer as funções do produto. A ração humana é, geralmente, composta por mistura de diferentes cereais, farinhas, farelos, fibras e outros ingredientes, como: guaraná em pó, gelatina em pó, cacau em pó, levedo de cerveja, extrato de soja, linhaça e gergelim. E pode, sim, ser inserido em uma alimentação diversificada.

O veto da Agência é em relação ao uso da expressão ‘ração humana’ na venda desses produtos, já que considera o termo equivocado, uma vez que não indica a verdadeira natureza e característica do alimento.

O rótulo ou material publicitário também não podem conter alegações de propriedades medicamentosas, terapêuticas e relativas a emagrecimento. Também não é permitida, na formulação de alimentos, a utilização de substâncias farmacológicas e fitoterápicas, tais como ginseng, ginkgo biloba e sene.

A empresa que desejar comercializar produtos com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde deve solicitar registro desses produtos junto à Anvisa. Apenas depois de conseguir o registro, o alimento poderá ser colocado a venda. A multa para as empresas que não cumprirem as exigências podem chegar até R$ 1,5 milhão.

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