Existe a lenda dos cinco segundos para o alimento que caiu no chão (se for resgatado neste curto período de tempo não fica contaminado), assim como aquela de que se assoprar estará limpo e bom para o consumo. Funciona? Não.

Veja o que disse Roy M. Gulick, chefe da divisão de doenças infecciosas do Weill Cornell Medical College, ao The New York Times:

“A regra dos cinco segundos deveria virar a regra do zero segundo. Comer alimentos que caíram no chão representa um risco de ingestão de bactérias e subsequente doença gastrointestinal, e o tempo que a comida passa no chão não muda o risco”.

A questão é que se existirem bactérias no chão, elas não esperam nenhum segundo para se unir ao alimento. O risco varia conforme o tipo de chão, tipo de alimento, tipo de bactéria e há quanto tempo está no chão.

Testes

Em 2006, pesquisadores da Universidade de Clemson resolveram testar a bactéria salmonela colocada sobre madeira, azulejo e carpete e deixaram cair ‘bologna’ (similar à mortadela italiana) por 5, 30 e 60 segundos.

Surpresa! Na madeira e no azulejo, mais de 99% das bactérias foram transferidas quase que imediatamente, e não houve diferença com o tempo de contato. O carpete transferiu um número menor de bactérias, também sem diferença em relação ao tempo de contato.

Com o passar das horas, a quantidade de bactérias transferidas diminuiu, mas ainda assim havia milhares delas por centímetro quadrado depois de 24 horas e centenas sobreviveram nas superfícies durante 4 semanas. Até 10 bactérias de salmonela já podem causar gastrenterite.

*Via FSP

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