Alvo de piadas sobre sua forma física, Ronaldo fala sobre problemas que anteciparam o fim de sua carreira e abre discussões para compreensão de hipotireoidismo.

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Eleito três vezes o melhor jogador do mundo, Ronaldo, 34, confirmou a aposentadoria hoje no Centro de Treinamento do Corinthians. Foram 18 anos de trajetória no futebol profissional.

Além de vasto histórico de lesões que o jogador já sofreu, ele aproveitou para falar que há quatro anos tem uma doença que prejudica a sua briga com a balança, o hipotireoidismo.

“Há quatro anos, no Milan, descobri que tinha um distúrbio, que se chama hipotireoidismo, que desacelera o seu metabolismo e que para controlar eu tenho que tomar hormônios no qual não é permitido. Mas não guardo mágoa com quem fez chacotas com meu peso”, disse à Folha de S. Paulo.

O que acontece com a disfunção da tireoide

O hipotireoidismo, assim como o hipertireoidismo, também causa um aumento de volume da tireoide. Porém, é um distúrbio que diminui a produção de hormônios – ou seja, a glândula funciona em um ritmo abaixo do normal, comprometendo as funções orgânicas e o metabolismo.

O problema é irreversível, mas pode ser tratado com reposição hormonal específica, o que Ronaldo afirma não ter feito, já que as exigências do esporte não permitem que se tomem hormônios.

Segundo o Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, como outros males da tireoide, o hipotireoidismo é mais comum em mulheres, mas pode ocorrer em qualquer indivíduo independente de gênero ou idade.

Entre os sintomas do hipotireoidismo estão:

•    Depressão
•    Desaceleração dos batimentos cardíacos
•    Intestino preso
•    Menstruação irregular
•    Diminuição da memória
•    Cansaço excessivo
•    Dores musculares
•    Sonolência excessiva
•    Ressecamento da pele
•    Queda de cabelo
•    Ganho de peso
•    Aumento do colesterol no sangue

O hipotireoidismo também afeta recém-nascidos. Nesses casos, o problema é diagnosticado pelo conhecido “teste do pezinho” e o tratamento deve ser iniciado imediatamente.

As complicações causadas pelo hipotireoidismo são normalizadas por meio das prescrições do médico, que garantem qualidade de vida ao paciente. O diagnóstico nem sempre é fácil, pois os sintomas podem ser atribuídos a outras doenças com sintomas semelhantes, como depressão e anemia.

Quando o tratamento não é adequado, o paciente pode sentir anemia, coronariopatia e desordens gastrointestinais, neurológicas, endócrinas, metabólicas e renais.

Grupo de risco da doença

São fatores de risco para o hipotireoidismo: a existência de outras doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide, vitiligo, diabetes de tipo 1), a presença de bócio (aumento de volume da tireoide) e a existência de doença de tireoide na família.

Recomendações

Se o paciente estiver com a medicação ajustada adequadamente, sua rotina não será muito afetada.

Fora isso, as recomendações são as mesmas para pessoas sem a doença: tenha hábitos saudáveis. Alimentação equilibrada e pratica de atividades físicas. Antes de começar a se exercitar, a pessoa deve consultar o médico para ajustar o treinamento às necessidades.

*Com informações FSP e Departamento de Tireoide da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

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