O protetor solar é importantíssimo para proteger a pele dos raios solares, prevenindo doenças como o câncer de pele.

A dermatologista Annia Cordeiro Lourenço ressalta que nunca é demais relembrar os cuidados necessários com a pele. “A cada ano, aumenta o número de pessoas com pele manchada e, na maioria dos casos, a culpa é da exposição solar sem proteção. Apesar do assunto ser falado frequentemente, ainda há muitos erros no uso do filtro solar”, explica a especialista.

Como aplicar o protetor corretamente?

O protetor solar não serve apenas para evitar queimaduras. Além de permitir que a pessoa possa ficar no sol (no horário adequado), sem se preocupar com a vermelhidão, o uso do filtro garante uma pele mais bonita e saudável por mais tempo.

“O sol estimula a produção de enzimas destruidoras do colágeno – que acelera o processo de envelhecimento – e leva à mutação do DNA – que pode causar o câncer de pele. O filtro protege a pele dessas reações”, afirma Dra. Annia.

Para a dermatologista, pele bronzeada é sinônimo de pele queimada pelo sol, ou seja, danificada pela exposição solar e suscetível a envelhecimento precoce, manchas e, até mesmo, câncer. “Não é possível ‘pegar uma cor’ usando filtro solar adequadamente. Se a pele ficar morena significa que houve queimadura, ou seja, a proteção não foi efetiva”, afirma.

Protetor antes e durante o sol!

O filtro deve ser aplicado, no mínimo, 15 minutos antes da exposição solar e precisa ser reaplicado a cada duas horas. Isso porque as moléculas químicas, responsáveis por absorver a radiação e não permitir que ela chegue às camadas mais profundas da pele, são consumidas com o passar do tempo e precisam ser repostas.

É indicado reaplicar após banho de mar, suor excessivo ou atrito, mesmo que a embalagem do protetor indique que o produto não sai na água.

Rosto: cuidados especiais

O rosto exige um produto específico. A pele do rosto, em geral, é mais oleosa que a do corpo. Por isso, precisa de mais cuidados. Para evitar o aparecimento de cravos e espinhas, por exemplo, o ideal é optar por um protetor solar oil-free ou em gel.

A escolha correta do número do FPS é essencial!

FPS é a sigla para Fator de Proteção Solar e indica o grau de proteção da pele contra a queimadura do sol. O número indica a quantidade de tempo que você pode expor-se ao sol sem se queimar, se comprado à exposição sem proteção alguma.

Um FPS 15, por exemplo, permite que você fique 15 vezes mais tempo no sol sem se queimar. Para uma exposição solar intensa, as pessoas de pele mais morena devem usar um protetor de FPS 30 e as de pele mais branca, FPS 60.

Se a pele ficar mais escura, isso significa que o protetor solar não protegeu efetivamente. “Os bronzeadores ou produtos com FPS inferior a 15 são contra-indicados”, lembra Dra Annia.

A especialista ainda lembra que há produtos disponíveis no mercado com FPS até 100. “A partir do FSP 60 a escolha só deve ser feita com a indicação de um especialista, pois geralmente esses produtos são mais caros e não oferecem mais benefícios para determinados pacientes”, explica a Dra Annia Lourenço.

Qual a diferença entre UVB e UVA?

É importante ler o rótulo do produto antes de comprar. O protetor solar precisa proteger contra os raios UVA e UVB.

A radiação UVA penetra profundamente na pele, não costuma ter sua intensidade alterada conforme a época do ano ou altitude de cada região e é a principal responsável pelo fotoenvelhecimento. “É esse tipo de raio solar que é o mais relevante quando o assunto é tratamento e prevenção de rugas e manchas. É ele também um dos responsáveis pela formação de melanoma (câncer)”, destaca a dermatologista.

Já os raios UVB são os causadores das queimaduras solares e mudam de intensidade conforme a estação e altitude, ganhando força no verão, em especial entre às 10h e 15h. O UVB está diretamente relacionado ao desenvolvimento de câncer de pele nas áreas corporais fotoexpostas.

Crianças

Crianças precisam de um protetor especial. Os bebês com menos de seis meses não podem usar nenhum tipo de protetor solar, pois sua pele ainda absorve facilmente as substâncias. “Portanto, praia não é lugar de bebê pequeno e, ao sair no sol, ele deve estar sempre protegido com roupas leves e chapéu”, explica Dra Annia Lourenço.

Segundo a especialista, entre os seis meses e dois anos, os pais devem optar por protetores infantis, com FPS mínimo de 50 e não podem abrir mão do chapéu e roupas. A partir dos dois anos, a criança pode usar o mesmo protetor dos pais, contanto que seja com um alto fator de proteção.

Hoje e sempre!

Protetor solar é cuidado diário. “Não saia de casa sem protetor solar, mesmo no inverno ou em dias nublados”, ressalta a dermatologista.  Diariamente, é recomendado o uso de  um filtro solar FPS 15. Isso protege a pele, mantendo-a mais jovem, bonita e prevenindo manchas e câncer. Na praia, piscina ou práticas esportivas, o ideal é usar um filtro com FPS a partir de 30.

Quantidade

Quando falamos de proteção solar, quanto mais, melhor! Quanto mais protetor, mais proteção, portanto não economize no filtro solar. A camada deve ser grossa e uniforme e nenhuma parte do corpo deve ser esquecida. Não esqueça, por exemplo, da orelha e dedos do pé.

E para proteger cabelos e lábios?

Para proteger os cabelos, é aconselhado o uso de cremes específicos com proteção solar. Vale ressaltar ainda que é recomendado o uso de chapéus, bonés, etc. Para os lábios, há batons com proteção e filtros em bastão. No entanto, lembre-se que, sem proteção, os lábios podem sofrer no verão tanto quanto no inverno!

Proteção extra

Hoje, o mercado oferece roupas feitas de tecidos especiais, que já tem proteção solar. São chapéus, bonés, camisetas, roupas de banho e até guarda-sol. No entanto, não é qualquer produto. “Infelizmente, guarda-sol de nylon não protege”, explica a dermatologista.

Você sabe por que alguns protetores solares causam alergia?

Pesquisadores da Universidade de Gotemburgo e da Universidade Chalmers de Tecnologia (Suécia) identificaram uma substância altamente alergênica em protetores solares quando eles ficam em contato com o sol, chamada de “arylglyoxales”.

Isso explicaria porque muitas pessoas não podem usar produtos com dibenzoilmetano, um dos componentes que absorvem o efeito dos raios UVA em protetores solares.

De acordo com os autores do trabalho, publicado no “Science Daily“, ainda pouco se sabe sobre as reações químicas que acontecem quando os cremes ficam expostos ao sol e como a pele é afetada por essas substâncias que resultam da degradação dos produtos. Por isso, a descoberta pode ajudar a compreender o mecanismo da alergia de fotocontato (aquelas induzidas pela exposição à luz) e auxiliar na produção de protetores solares menos alergênicos.

Um novo teste para identificar esse tipo de alergia está sendo desenvolvido.

COMENTÁRIOS:

Comentários

5 Respostas para “Cuidados com a pele no verão: o uso do protetor solar”
  1. Eliana disse:

    Este blog é simplemente o máximo! Eu adorei! Tem posts muito úteis.

  2. Usar protetor solar e beber muita água previnem o envelhecimento.

  3. Evaldo disse:

    Parabéns pelo Blog. Nos ensina a cuidar melhor da nossa saúde. Continue sempre assim. Obrigado. Evaldo

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