* Por Luciana Galvão Vieira de Souza

A saúde dos funcionários impacta diretamente no orçamento da empresa.

Falta de atividade física, estresse, obesidade, sedentarismo, tabagismo, dieta não balanceada são alguns dos fatores que comprometem a saúde do trabalhador, com a consequente queda de sua produtividade.

O ideal é aumentar a qualidade de vida dos trabalhadores no ambiente de trabalho, identificando as formas mais significativas de prevenção e gerenciamento de programas de saúde.

A consciência já existe. O que falta é a iniciativa de mudar comportamentos e estilos de vida para hábitos saudáveis, como não fumar, dormir de 7 a 8 horas por noite, praticar atividade física regularmente, fazer uso moderado de bebidas alcoólicas, evitar o sedentarismo, entre outros.

E para que isso ocorra com sucesso, os programas de gerenciamento de saúde precisam estar integrados com a filosofia da empresa e com o total engajamento da gerência.

Alguns hábitos simples já fazem a diferença: subir e descer escadas, ao invés de usar o elevador, e substituir refrigerantes por sucos de frutas nos eventos empresariais. São opções de saúde de baixo custo que trazem benefícios para o indivíduo no seu dia-a-dia.

A questão da obesidade é bastante preocupante. Nos Estados Unidos existe uma “epidemia de obesidade” e dos problemas que dela decorrem (hipertensão, diabetes, colesterol alto etc.).

Em 2000, as estimativas de custos com a obesidade no país foram da ordem de US$ 117 bilhões e o número de óbitos/ano, de 300 mil. De acordo com o Ministério de Saúde Pública Americano, 61% dos americanos são obesos (segundo Índices de Massa Corpórea- IMC).

O IMC é o cálculo utilizado para determinar se uma pessoa está com o seu peso ideal, dividindo-se o peso (em kg) pela altura (em metros e centímetros) ao quadrado.

Os resultados menores do que 19 indicam que a pessoa está abaixo do peso; de 20 a 25 representa o peso ideal; de 26 a 30, sobrepeso; de 31 a 39, obeso; e acima de 40, obesidade mórbida.

No entanto, mais do que implementar programas de gerenciamento de saúde total nas empresas, é fundamental ter o controle sobre as ferramentas para garantir a sua eficácia.

O acompanhamento das intervenções a cada seis meses, a avaliação dos processos e a identificação de possíveis barreiras ajudam a fazer os ajustes necessários e a maximizar os investimentos.

Esse acompanhamento é importante para melhorar os negócios e a produtividade, diminuindo os gastos com os planos médicos, pois se há uma boa saúde, há muito mais produtividade.

Muitas empresas brasileiras já estão bem conscientes da necessidade de cuidar de perto da saúde de seus colaboradores, com programas de vanguarda na área de promoção de saúde e qualidade de vida. Tais empresas só têm a ganhar pontos nos quesitos produtividade e retenção de talentos.

*Luciana Galvão Vieira de Souza é advogada, especialista em Direito Empresarial. Atua como consultora em planejamento trabalhista, relações do trabalho, direito coletivo e individual, relações sindicais e processual. É sócia da Galvão e Freitas Advogados (São Paulo/SP), integrante da OAB, associada da Associação dos Advogados de São Paulo – AASP, Diretora Jurídica do Grupo de Relações Industriais Sindicais – GRIS, apoiadora e integrante de grupos de RH, palestrante e autora de diversos artigos publicados.

COMENTÁRIOS:

Comentários

4 Respostas para “Artigo: Saúde do trabalhador X Negócios da empresa”
  1. Todavia as empresas também devem estimular uma melhora da qualidade de vida relacionada ao ambiente de trabalho. Jornadas de trabalho exaustivas, falta de local para realizar refeições, baixo rendimento salarial e pressão por metas são fatores que influenciam diretamente na implantação de programas de promoção de saúde.

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