Quem se dispõe a fazer a redução de estômago, provavelmente não obteve sucesso em procedimentos não cirúrgicos e vê a cirurgia como última opção. Até então.

Isto porque uma nova técnica para tratar a obesidade sem cirurgia tem sido bastante eficaz e menos invasiva. Foi testada em obesos mórbidos, classificação àqueles que têm índice de massa corporal acima de 35, com diabetes e outras doenças características do peso elevado.

O curioso é que a nova técnica havia sido indicada para pacientes que precisavam perder peso antes da realização da cirurgia, e alguns deles dispensaram o procedimento após os resultados.
Os 78 pacientes perderam, em média, 30% do peso, sendo que uma redução de 10% já é considerada significativa.

Boas notícias

O diabetes de 90% deles ficou sob controle, além da diminuição no uso de remédios pelos pacientes, sendo que 20% parou de usar os remédios antidiabéticos. Colesterol e triglicérides também se normalizaram.

Como é feita a nova técnica

É um procedimento endoscópico que evita absorção de parte dos alimentos. O médico insere via oral um revestimento de 62 centímetros no início do intestino delgado da pessoa.

O paciente toma anestesia geral e o procedimento dura de 15 a 20 minutos, sem maiores riscos de complicações. A prótese é de um material maleável e deve ficar no organismo por volta de um ano, tempo em que o paciente deve reeducar a alimentação, mudar os hábitos e praticar exercícios.

Quando estará disponível

A técnica vem sendo testada com sucesso há mais de um ano no Hospital das Clínicas de São Paulo. Profissionais do Hospital acreditam que em dois anos o procedimento estará disponível a todos. Basta avaliar os resultados a longo prazo.

Novas técnicas são sempre bem-vindas! Sinal de que a medicina não para de se desenvolver.

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