A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acaba de aprovar uma vacina contra a gripe H1N1 produzida sem a proteína do ovo.

A injeção é indicada para todos, mas foi produzida especialmente para as pessoas que são alérgicas a essa proteína. A vacina é feita em cultivo de células derivadas de rins de macaco verde africano, usadas há mais de 40 anos com bons resultados. As vacinas contra raiva e polio também utilizam esse método de fabricação.

Por ser produzida em células mais parecidas com as de humanos, essa vacina não precisa de substâncias que potencializam a ação. Assim, provoca menos efeitos colaterais.

Produzida pela Baxter, a vacina contra a gripe suína sem a proteína do ovo deve chegar às clínicas particulares nos próximos dias, mas ainda não há preço definido.

A vacina atinge menos de 1% da população, índice de pessoas que têm alergia a ovo e não pôde tomar a vacina disponível nos postos de saúde e nas clínicas.

Vacinação continua em municípios que não atingiram a meta

Os municípios que não atingiram a meta de vacinação contra a gripe suína continuam com a aplicação da vacina. O foco são grupos específicos de pessoas em que não houve a quantidade de imunização considerada razoável pelo Ministério da Saúde.

Apesar de intensiva campanha, nenhum estado conseguiu alcançar a cobertura mínima de 80% entre adultos de 30 a 39 anos e crianças de 2 a 5 anos de idade.

Até agora, mais de 78 milhões de pessoas foram vacinadas contra a influenza A (H1N1). É a maior vacinação já realizada no país, superando os 67 milhões de imunizados contra a rubéola, em 2008.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil, proporcionalmente, realizou a maior campanha contra a doença no mundo. Os Estados Unidos, por exemplo, vacinaram 24% de sua população, o México, 20%, a Suíça, 17%, a França, 8%, e a Alemanha, 6%.

Oficialmente, a campanha de vacinação terminou no último dia 11.

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