“Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima, e tem algumas que em cinco minutos demonstram porque vieram”

A frase acima é do Dunga, em coletiva após a divulgação dos convocados. Apesar de ter sido alvo de muitas críticas, ele foi conciso em explicar por que uns foram escolhidos e outros não. Às vésperas do primeiro jogo do Brasil, que acontece amanhã, 15 de junho, mesmo sem concordarem com o treinador, a torcida agora deposita a confiança nos jogadores em campo, em busca da vitória.

O que cada jogador fez para estar entre os convocados? O que faltou aos ausentes?

Essas e outras respostas podem servir para entender o que acontece no mercado de trabalho em geral, como se o futebol fosse como qualquer outra profissão, em que profissionais buscam convocar os melhores para formar a equipe.

A contestação do público em relação à presença do Grafite na Copa foi explicada com clareza pelo técnico, que reforça sua primeira afirmação. Segundo o treinador, nos 15 minutos jogados no amistoso contra a Irlanda, em março, Grafite soube aproveitar sua chance e demonstrou as competências necessárias para estar no time.

De olho nas oportunidades

Assim como qualquer outra profissão, a concorrência é grande e as oportunidades passam rapidamente, por isso, aproveitá-las pode diferenciar um profissional do outro.
Grande parte das críticas à convocação de Grafite se deve ao fato de ele ter substituído o experiente Adriano. Mas então por que Adriano ficou fora?

Era a ele que Dunga se referia quando falou: “Tem pessoas que têm inúmeras oportunidades e acham que sempre vão ter a próxima”.

Adriano foi alvo de manchetes negativas sobre sua vida pessoal e as faltas em treinos e partidas vieram à tona, vistos como falta de responsabilidade e compromisso.
Boa formação e experiência são fatores chave no mercado de trabalho, assim como a capacidade de executar o planejado e não deixar projetos inacabados.

O peso da confiança

Kaká pode ser exemplo de como a carreira e a postura ao longo dela pesa nas decisões dos gestores. Mesmo contundido e com grande risco de se machucar, ninguém duvidava da presença do craque no time, mesmo antes da lista oficial ser divulgada. Nem mesmo os meninos dos Santos, com habilidade e futuro promissor, ameaçaram a posição do jogador.

Paulo Araújo, autor do livro Desperte seu Talento, dá as dicas:

– O bom profissional deve trazer resultados, não a qualquer preço, mas de uma maneira ética e responsável.

– Deve estar alinhado à cultura e aos valores da organização, mostrar compatibilidade para com seus líderes e colegas de trabalho, de nada adianta ter muito talento e pouco agregar à equipe.

– Reputação é tudo. Demora um minuto para perdê-la e uma vida para construí-la. A sua reputação é o seu maior tesouro, seu maior bem.

*Este artigo traz informações do Administradores

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