A bactéria Clostridium dificille, principal causadora de infecções intestinais em ambiente hospitalar, se não bastasse infectar os pacientes que entram em contato com alguma superfície contaminada, pode viajar pelo ar e se instalar em outros lugares.

É a descoberta de uma pesquisa feita na Inglaterra. O germe não corre o risco de ser inalado, mas ao poder deslocar-se para outras superfícies e ser resistente a desinfetantes, pode facilitar o contato dos pacientes com o lugar contaminado.

Os idosos e pessoas com tratamento por antibióticos são os que correm mais risco de se infectarem. Os sintomas são febre, náusea, dor no abdômen, diarreia e inflamação do intestino grosso.

Combate

Água mais muito sabão. Apesar de parecer uma atitude simples, de 40% a 50% das infecções hospitalares são transmitidas por meio das mãos, muitas vezes pelos próprios profissionais de saúde.

Uma vez infectado, a bactéria é transmitida pelo contato com fezes contaminadas do paciente. Mais uma vez, problema resolvido com as mãos bem lavadas.

A Universidade de Miami (EUA) e de Windor (Canadá) fez uma pesquisa com enfermeiros e auxiliares sobre 612 procedimentos como tirar sangue, dar remédio pela boca, substituir bolsa coletora de urina, entre outros.

Eles revelaram que em apenas 41% dos procedimentos cumprem a orientação de lavar a mão antes.

Adquira o hábito saudável de lavar as mãos e lembre a quem precisa. A maioria das infecções hospitalares podem ser facilmente evitadas.

COMENTÁRIOS:

Comentários

2 Respostas para “Infecção hospitalar que voa pelo ar”
  1. Rubio Ribas disse:

    Bom dia!
    É fato comprovado. Infecção hospitalar mata, e muito, todos os anos. Boas práticas em higiene pessoal, limpeza de ambientes e utensílios utilizados para atender clientes/pacientes são medidas preventivas eficientes, porém dentro de um processo contínuo, em que um grande número de pessoas são envolvidas e que também envolve equipamentos e acessórios médicos/hospitalares de áreas distintas, com alto “toque” o risco de contaminação cruzada cresce de uma forma intensa, por que o volume de atendimentos são altos e caso alguém da equipe não respeita as boas práticas, todo o esforço do conjunto de medidas caem por terra. Dessa forma os aditivos antimicrobianos ou antibacterianos incorporados em resinas plásticas, tecidos e tintas durante a fabricação, podendo ser um bem descartável ou durável mostram o seu “valor de uso”. Esses aditivos aliados às boas práticas ampliam a barreira de proteção quanto à contaminação cruzada, reduzindo a contaminação cruzada e consequentemente a infecção hospitalar , mas nunca abandonando as normas recomendadas de limpeza e procedimentos.
    Um bom aditivo antimicrobiano tem as funções bactericida, bacteriostática, fungicida e fungistática . Um produto eficiente também deverá eliminar além das bactérias, os bolores, as leveduras e os vírus.

  2. Celina Márcia Reis Moreira disse:

    Sou Bacteriologista, e é muito importante explicar que bactérias não voam, elas podem usar um veículo para isso que costumamos chamar de material contaminado.O Gênero Clostridium costuma ser causador de gangrenas, e não é uma bactéria de ocorrência nos Hospitais do Brasil, é muito importante lembrar que cada clima tem sua flora bacteriana própria, e que notícias fora do Brasil sobre bactérias, serão válidas se o lugar for do tipo tropical como o nosso. A notícia citada acima parece também com problema de tradução, pois nenhum cientista que se preze falaria em vôo de bactérias.

    Sobre lavar as mãos no ambiente hospitalar é só o mínimo necessário para evitar infecções cruzadas e estas nada tem a ver com infecções hospitalares que são causadas por bactérias residentes da flora bacteriana de cada Hospital.

    A terceirização do Laboratório de Análises Clínicas pelos Hospitais têm o efeito da perda dos dados estatísticos bacterianos, e a perda da oportunidade de se fazer o controle de qualidade dos materiais usados nos pacientes. Por esse motivo no nosso país todos os Hospitais têm uma CCIH exigida pela ANVISA, mas com eficiência zero no controle de IHs.O índice de Infecção Hospitalar no Brasil é de 14 pacientes por 100 internações, e tirando os Hospitais de Referência da cidade de São Paulo, acredito que cerca de 80% não conhecem sua própria flora bacteriana.

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