O verão é caracterizado pelo aumento das temperaturas e pelo grande volume de chuva, período perfeito para a proliferação do Aedes Aegypti, mais conhecido como mosquito transmissor da dengue.

A transmissão da doença é feita apenas através da fêmea por meio da picada. Mas e se elas fossem exterminadas? A população estaria livre da doença? A febre alta é um dos sintomas da dengue que atinge, todo ano, entre 50 e 100 milhões de pessoas. Os países que têm mais casos registrados da dengue, entre 1995 e 2008, estão na América Latina.

Fêmea incapaz de voar
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Oxford e da Califórnia criou fêmeas do Aedes Aegypti, geneticamente modificadas. A hipótese do estudo consiste em que fêmeas incapazes de voar não podem transmitir a doença, já que a contaminação se dá através da picada.

A modificação aconteceu no gene que fica mais ativo nas fêmeas do mosquito. O DNA possui uma proteína chamada actina-4, principal responsável pelo crescimento dos músculos das asas da fêmea, que lhes dão a capacidade de voar.

Veja no gráfico a baixo, qual o procedimento usado pelos cientistas:

Divulgação FSP

Até agora o experimento só foi realizado em laboratório, mas até o ano que vem os cientistas esperam inserir a nova espécie de mosquitos na natureza.

Essa medida pode ser realizada para acabar com doenças transmitidas por outros mosquitos, como a malária, transmitida pela fêmea do mosquito da espécie Anopheles, e pela elefantíase, transmitida pela fêmea do Culex quinquefasciatus, o pernilongo comum.

“O Blog da Saúde apóia pesquisas como essas, que tem a função de acabar com
epidemias no futuro. Enquanto isso, você deve se prevenir.”

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