Identificar limitações auditivas é uma tarefa complicada quando se trata de bebês. Mesmo que tenham a deficiência desde a gestação, o problema só se torna “visível” na fase de aprendizado.

“A triagem auditiva nos bebês é fundamental. Quanto mais cedo identificar a perda, mais rápido começam os procedimentos necessários e o tratamento ideal para cada caso”, destaca a fonoaudióloga e gerente de produtos da Starkey do Brasil, Camila Quintino.

Para detectar a deficiência pode ser realizado o “teste da orelinha” logo nos primeiros dias de vida do bebê. O teste é feito em hospitais e consultórios através de um equipamento específico, onde é possível detectar se há audição normal ou não da criança. Alguns municípios contam com uma lei que favorece a realização desse teste nos hospitais de rede pública.

Os pais também devem estar em constante observação. A especialista alerta que “os pais devem observar se as crianças olham em direção ao som, ter atenção especial nos casos de infecções no canal do ouvido (…) e ao excesso de cera, que também são fatores de risco para a audição das crianças”.

Atenção! Ao contrário do que muitas mães acham, não é preciso usar as hastes de algodão para limpeza interna do conduto auditivo. A limpeza deve ser feita apenas na área externa da orelha e na abertura do conduto  para retirar a cera em excesso, se existir, utilizando a ponta da toalha logo após o banho. A cera dentro do conduto auditivo funciona como proteção para a própria orelha.

Um bom aparelho auditivo faz a diferença na vida de quem possui limitações.

Os cuidados, a atenção e informação quanto à saúde auditiva dos filhos é importante no processo de tratamento. “Os pais devem ser muito bem orientados sobre o tipo e grau da perda auditiva do bebê e o médico fará indicação do melhor tratamento para o caso. Caso seja o uso de um aparelho auditivo, os pais deverão fazer a adaptação desses aparelhos o mais rápido possível e iniciar imediatamente o processo de reabilitação com terapeuta especializado para estimular o desenvolvimento auditivo e de linguagem da criança”, explica Camila.

A deficiência auditiva causa um atraso no desenvolvimento de linguagem da criança, já que ela não consegue receber todos os sons que acontecem ao seu redor que favorecem o desenvolvimento da linguagem. Sem a detecção e tratamento precoce, o adulto deficiente auditivo poderá ter problemas na fala, na escrita, enfim, na linguagem do dia a dia. O tratamento possibilita ao deficiente auditivo adulto levar uma vida normal.

Hoje, existem aparelhos auditivos de alta qualidade, designs inovadores e coloridos e ainda próteses de titânio que substituem os aparelhos auditivos nos casos de perda auditiva por lesão.

“Buscamos o que é de inovador e moderno  para os portadores de deficiência auditiva. Infelizmente ainda há muito preconceito em relação aos usuários de recursos auditivos, por isso nossa preocupação é com a saúde e o bem estar do paciente, essenciais nos dias de hoje”, destaca Camila Quintino fonoaudióloga e gerente de produtos da Starkey.

Perda auditiva e as novas tecnologias

Sounzzz é um MP3 Player para deficientes auditivos, que transforma o som em uma combinação de vibrações e luzes que permite ao usuário sentir a música ou mesmo efeitos sonoros de um filme. Ainda não há definição quanto a sua comercialização. Enquanto um não sai, outro dispositivo, o Intel Reader, tira fotos de páginas de livros e jornais e converte o texto em fala rapidamente também visa auxiliar os deficientes auditivos e já está no mercado (nos EUA e Reino Unido). Com 2 gigas de memória, o aparelho é capaz de armazenar 600 páginas.

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