Jamil Albuquerque nasceu em família de origem humilde e hoje é dono de um curriculum* vasto e respeitável. Abaixo ele relata como é possível superar as dificuldades da vida e, até mesmo usá-las ao seu favor, para seguir um caminho de sucesso.

Certa vez Bill Gates disse que a única coisa que ele ficava triste com relação ao futuro dos seus filhos, era que ele não podia deixar de herança uma infância pobre para eles. Porque será que o homem mais rico do mundo faz uma declaração dessas?  Porque ele sabe que quem foi pobre conhece uma coisa básica na vida: Os problemas não matam!  E isso é uma enorme vantagem competitiva.

Adversidade

Quem já foi atingido por uma adversidade extrema sabe que nunca mais será o mesmo. Por exemplo, que perdeu um ente querido, passou por uma enchente que levou tudo, um acidente, uma falência empresarial ou nos relacionamentos.   Alguns se tornam amargos e tristes outros ressurgem mais fortes e melhores. As crises podem nos transformar em vítimas ou em valentes sobreviventes.

Dificuldade

Todo mundo passa por dificuldades. A maneira como reagimos às dificuldades e como lidamos com elas é que faz a diferença. Em maior ou menor escala, estamos sujeitos a mudanças inesperadas, rupturas, surpresas e às dores da vida. Podemos lidar com elas com flexibilidade ou com tensão. A escolha é nossa.  Isso é ter resiliência!

Eu quero uma pra viver

Esse termo que quer dizer a capacidade de reverter uma situação, de usar a força contrária de um evento a seu favor, de recuperar – se de diante de quedas, uma força interna para se restabelecer de pequenos ou grandes reveses. É um termo que vem sendo usado com freqüência nas empresas.

Minha história

Quero compartilhar a minha caminhada desde o vilarejo que nasci até a construção do meu conhecimento. Meus pais professavam uma fé religiosa extremamente rígida, calcada no fundamentalismo protestante, e nós, os filhos, fomos criados tendo essa arraigada convicção como pano de fundo. Sou o sexto filho de uma família de dez irmãos que viviam com um salário mínimo, como colonos em uma fazenda, situada próxima a um vilarejo chamado Monte Carlo, no oeste catarinense. Na década de 1960, a região tinha pouco mais de 50 famílias, sobrevivendo da extração do pinheiro araucária em torno de uma serraria. Uma história comum, igual à de milhões de brasileiros, pois o Brasil era um país agrícola que se urbanizou após a década de 60 do século XX, e todo mundo ficou com um pé na roça e outro na cidade. Fomos educados dentro dos estreitos limites dessa rigidez de visão e sob mão forte. Foi à maneira que meus pais encontraram para criar dez filhos, como, aliás, era costume na época. Além dessa vida difícil, árdua, trabalhosa, exigindo ingentes esforços, outro fantasma rondava teimosamente à minha volta, assustador, temível: a minha inibição natural,  uma timidez renitente. Um legado do tipo de orientação familiar a que fora submetido e dos rigores da casa religiosa que freqüentava. Assim, fui moldado como um tipo acanhado, voltado para mim mesmo, fechado como uma ostra aprisionada dentro da concha.

Minha decisão

Diante de tudo resolvi que deveria escrever minha história pelas minhas próprias mãos. Do limão fiz uma limonada, da pobreza fiz a mola propulsora para construir uma biografia que eu pudesse me orgulhar dela. Isto é para ilustrar que nós seremos o que decidirmos ser.

E você?

O que o mercado mais quer é profissionais que tenham resistência a frustrações, musculatura emocional para lidar com os reveses do mercado. O que vens fazendo para lidar com as frustrações em sua carreira e sua vida?

* Terapeuta Comportamental, Urbanista, Economista, Administrador de Empresas, Pós graduado em Marketing, Escritor, especialista em Gerenciamento de cidades e  Psicolingüística pela Fundação Napoleon Hill Tecnology (EUA ). Professor de Oratória, Liderança, Estratégia e gerenciamento pela Fundação Napoleon Hill Tecnology ( E.U.A. ) há mais de 15 anos. É autor de livros sobre Liderança, Relações Humanas e planejamento estratégico. Faz coaching Empresarial e profere conferencias nacionais. Possui vasta experiência em orientação de carreiras e treina equipes nas áreas de Gerência, Estratégia e Negociação com experiência internacional. Ministra cursos e workshops em todo o Brasil, além de prestar consultorias empresariais e individuais. Atualmente, é diretor da Escola de Executivos e Negócios Master Mind.

COMENTÁRIOS:

Comentários

3 Respostas para “Artigo: Você é resistente emocionalmente?”
  1. Dalva Helena Faria Bergo Delfino disse:

    Hoje me perguntaram no trabalho se eu estava melhor. Eu me fiz de boba e respondi “Porque? eu não estava doente”. Então me disseram que ontem eu estava muito estressada. Eu disse que não é estresse, é metamorfose.
    Agora lendo sobre esta questão de resistência emocional, fiquei pensando sobre o limite desta resistência. Pra mim as dificuldades sempre tiveram efeitos propulsores mas ultimamente sinto que meus limites vão ficando menores.

  2. Leonardo Carrijo disse:

    Certa vez alguém disse: “A vida é como uma pedra de amolar. Nos afia ou nos desgasta dependendo do material do qual somos feitos”. Este artigo que relata uma experiência pessoal confirma que este material não é uma herança puramente genética ou cultural. Nós podemos, e devemos, modificar o nosso “destino”. Tudo é uma questão de atitude positiva diante das dificuldades, coragem para mudar e força de vontade e disciplina para buscar os nossos sonhos.

  3. mauricio disse:

    Seria a tal resiliência…A capacidade de lidar com as frustações e adversidades de forma positiva, ou seja, poder de reação diante das dificuldades. Creio que nós sempre podemos decidir por essa atitude positiva e buscar melhores resultados e oportunidades.

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