A ciência tem avançado muito nessa área, mas a cura para o diabetes ainda não existe. Tratamentos, porém, são diversos e bastante efetivos, entre eles está a polêmica cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como redução de estômago.

Vale relembrar que existem dois tipos de diabetes (tipo 1 e tipo 2) e para cada um deles há um tipo de tratamento específico. No caso da cirurgia bariátrica, os pacientes que podem ser submetidos à operação são os portadores da diabetes tipo 2 com obesidade grave.

Há uma íntima relação do diabetes com a obesidade. Quando uma delas é corrigida, a outra também fica mais propensa a ser atenuada. A melhora do diabetes se deve a perda de peso e a normalização glicêmica. A regularização da pressão arterial e do colesterol também são consequências da cirurgia.

Existem ainda técnicas, mais desconhecidas, de cirúrgicas utilizadas em pacientes diabéticos não necessariamente obesos. Esta consiste na retirada de 20% do estômago e no desvio de uma pequena porção do intestino, enquanto na cirurgia bariátrica tradicional, conhecida como redução de estômago, a quantidade retirada é 90%, diferencia o responsável pelo projeto no Brasil, Dr. Ricardo Cohen.

Quando bem indicado, o procedimento cirúrgico pode realmente ser um diferencial no tratamento desses pacientes que podem muitas vezes suspender o uso dos medicamentos e até mudar a evolução de sua doença. Entretanto, a submissão a cirurgia deve acontecer apenas em casos extremos, é preferível recorrer a uma alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos anteriormente.

A grande preocupação em relação à cirurgia é o alto número de pacientes que se suicidam após a operação e a taxa de mobilidade operatória atualmente entre 0,5 e 1%. A boa notícia é que a porcentagem tem diminuído graças às tecnologias, como a laparoscopia, e o estabelecimento de normas seguras das rotinas de tratamento cirúrgico, pelo Conselho Federal de Medicina em 2005.

*Com informações de Ellen Simone Paiva, mestre em medicina na área de nutrição e diabetes pela USP e Diretora clínica do CITEN – Centro Integrado de Terapia Nutricional.

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