Estudo recente feito pelo Henry Ford Hospital em Detroit, Estados Unidos aponta que as bebidas energéticas, quando consumidas em excesso podem prejudicar o sistema cardiovascular. O teste foi feito com voluntários saudáveis entre 20 e 39 anos de idade.

Comercializados para aumentar a nossa carga de energia diária, os “energéticos” contém substâncias como cafeína, taurina, açúcares, vitaminas e outros complementos nutricionais que, quando consumidos em excesso elevam a pressão arterial e a frequência cardíaca.

Dr. James S. Klaus, médico responsável pela pesquisa  afirmou que mudanças significativas não foram encontradas nos eletrocardiogramas, porém, “os aumentos na pressão arterial e na frequência cardíaca da magnitude observada em nosso estudo, devem ser significantes em pessoas com doença cardiovascular conhecida. Pessoas jovens com doença cardiovascular prematura e não diagnosticada também podem estar sob risco”. Sua pesquisa foi publicada no jornal  “The Annals of Pharmacotherapy”.

Energéticos + Álcool = Combinação de Risco

Diante da polêmica do assunto, a equipe Blog da Saúde entrevistou a pesquisadora Maria Lucia Formigoni*, que falou sobre este assunto à Revista Época em 2008 e esclarece os malefícios desta combinação. Confira!

1) Misturar bebidas energéticas com álcool diminui a sensação de embriaguez?
Não. O que acontece é uma falsa sensação de controle sobre o efeito da bebida. A pessoa fica mais atenta e desperta, mas as alterações na coordenação motora permanecem.

2) Em sua pesquisa feita com camundongos ficou comprovada maior resistência à ingestão de álcool. Esta pesquisa já foi aplicada em humanos?
Sim. A pesquisa com humanos está em fase final e deve ser publicada até dezembro de 2009.

3) Você acha que o aumento do consumo de álcool por jovens está diretamente relacionado à combinação com energéticos?
Diante dos estudos e pesquisas realizados até agora é apenas uma hipótese. Em entrevista os jovens afirmam que consomem energéticos misturados com bebida para amenizar o gosto do álcool, o que, em consequência contribui para a hipótese de aumento do consumo.

*Maria Lucia Formigoni é graduada em Ciências Biológicas Modalidade Médica pela Escola Paulista de Medicina UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo. Atualmente é chefe do departamento de Psicobiologia da UNIFESP – Universidade Federal de São Paulo, parecerista de vários periódicos nacionais e internacionais, membro da Research Society On Alcoholism e membro temporário do comitê de experts da Organização Mundial de Saúde (OMS) para definição das Políticas sobre Álcool.

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Uma Resposta para “Bebidas Energéticas – Atenção e Moderação”

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